sexta-feira, 4 de junho de 2010

Algumas histórias do projeto...



Pingo de Prata

Pingo de prata é uma borboleta muito bonita,com asas transparentes ela vive dentro de uma rosa. pingo de prata nasceu sem sua língua sugadora e para poder sugar o néctar das flores e a água do orvalho improvisa com um canudinho de bambu.
As outras borboletas não querem saber de Pingo de prata, não conversam com ela, não brincam e não fazem competição de voo , pois dizem que ela e diferente,e a chamam esquisitinha.
Quando a pequenina fala ninguém entende, pois ela troca algumas letras , na escola as coleguinhas maldosas ficam rindo e zombando, o que a deixa triste e envergonhada, mas apesar disso, a borboletinha vai levando sua vidinha com calma e perseverança.Ela sabe que não é uma língua sugadora que vai dizer se é ou não uma verdadeira borboleta.
Depois de sofrer muito ela parou de se incomodar com os comentários e os risinhos das outras borboletas, vive com alegria e faz aquilo que gosta. Vai ao cinema, lê muito, passeia pelos museus, exposições de flores e para melhorar sua maneira de falar Pingo de prata vai sempre ao fonoaudiólogo, pois acredita que um dia tudo vai melhorar.
O tempo passou e Pingo de prata começou a trabalhar como apresentadora de um programa de televisão que conta histórias para os insetinhos do jardim, ficou mais famosa que a Ana Maria Braga.Esta sempre de bom humor e sempre que termina uma história Pingo de prata ensina aos insetinhos a importância de nunca desistirem diante de um problema e de sempre lutar, pois quem luta sempre encontra o sucesso.

Obs. O diferencial dessa história é que são feitos exercícios fonoarticulatórios com os alunos durante a história

Beatriz Santos Zanotto



Um pássaro diferente

Numa floresta muita linda vivia um pássaro diferente dos outros pássaros. Enquanto os outros pássaros tinham o corpo coberto de penas,
Zico tinha o corpo coberto de pelos, parecia uma bola de pelos espetados.
Por causa de sua triste figura apelidaram-no de passouriço, mistura de pássaro com ouriço. O modo como o tratavam dava-lhe desgosto. Zico se encolhia e sofria.
Os amiguinhos eram cruéis e viviam perguntando. Por que você é assim? Tem certeza de que é um pássaro?
Quanta dor o pobrezinho sentia dos risinhos, dos deboches, do apelido. Vivia falando: sou um pássaro, vôo como um pássaro, faço ninho como um pássaro, tenho bico, eu sou um pássaro! Eu sou um pássaro!
Lá do fundo da floresta alguém gritava e os pelos Zico???...Todos riam e diziam:- você não é um pássaro! Você não é um pássaro! Zico chorava escondido e estava quase ficando neurótico,à noite quando dormia, tinha pesadelos e acordava gritando: -sou um pássaro! Eu sou um pássaro!...
Os pais estavam muito preocupados, pois a sociedade castigava a diferença. Zico sofria, os pais sofriam e não sabiam o que fazer para ajudar.
Com o passar do tempo, por causa das brincadeiras de mau gosto Zico começou a ficar depressivo, não queria mais sair de casa, ficava só no quarto, fez dele seu esconderijo. E foi ali, escondidinho do mundo que ele ouviu uma notícia que o encheu de esperança. Um concurso de canto para eleger o pássaro do ano.
Todos os pássaros da floresta se inscreveram, |Zico também se inscreveu, todos cantavam bem mas quando o pequeno passouriço cantou a floresta ficou em silêncio para ouvir tão linda melodia. Zico eliminou todos os concorrentes, seu canto era incomparável, foi o grande vencedor. O pequeno pássaro começou a fazer muito sucesso em todos os lugares queriam ouvi-lo.fez programas de televisão, rádio, cinema virou um pop star.Ficou mais famoso que Bruno e Marrone, Chitãozinho e Chororó, Michael Jackson. Fez apresentações em vários países e apesar de ser diferente dos demais pássaros, Zico virou ídolo, todos queriam autógrafos, começaram a imitar tudo o que ele fazia,dizia, ou vestia.Até tentaram alisar as penas para ficarem espetadas como as de Zico. Mas isso não conseguiram. Porque o Zico é o Zico!

Beatriz Santos Zanotto


Uma história de carícias

Neste conto, Claude Steiner, com muita sabedoria e ternura, sintetiza muitas idéias sobre Carícias.

Era uma vez, há muito tempo, um casal feliz, Antonio e Maria, com dois filhos chamados João e Lúcia. Para entender a felicidade deles, é preciso retroceder àquele tempo.

Cada pessoa, quando nascia, ganhava um saquinho de carinhos. Sempre que uma pessoa punha a mão no saquinho podia tirar um Carinho Quente. Os Carinhos Quentes faziam as pessoas sentirem-se quentes e aconchegantes, cheias de carinho. As pessoas que não recebiam Carinhos Quentes expunham-se ao perigo de pegar doença nas costas que as fazia murchar e morrer.

Era fácil receber Carinhos Quentes. Sempre que alguém os queria, bastava pedi-los. Colocando-se a mão na sacolinha surgia um Carinho do tamanho da mão de uma criança. Ao vir à luz o Carinho se expandia e se transformava num grande Carinho Quente que podia ser colocado no ombro, na cabeça, no colo da pessoa. Então, misturava-se com a pele e a pessoa se sentia toda bem.

As pessoas viviam pedindo Carinhos Quentes umas às outras e nunca havia problemas para consegui-los, pois eram dados de graça. Por isso todos eram felizes e cheios de carinhos, na maior parte do tempo.

Um dia uma bruxa má ficou brava porque as pessoas, sendo felizes, não compravam as poções e ungüentos que ela vendia. Por ser muito esperta, a bruxa inventou um plano muito malvado. Certa manhã ela chegou perto de Antonio enquanto Maria brincava com a filha e cochichou em seu ouvido: "olha Antonio, veja os carinhos que Maria está dando à Lúcia. Se ela continuar assim vai consumir todos os carinhos e não sobrará nenhum pra você".

Antonio ficou admirado e perguntou: "Quer dizer então que não é sempre que existe um Carinho Quente na sacola?"

E a bruxa respondeu: "Eles podem se acabar e você não os ganhará mais". Dizendo isso a bruxa foi embora, montada na vassoura, gargalhando muito.

Antonio ficou preocupado e começou a reparar cada vez que Maria dava um Carinho Quente para outra pessoa, pois temia perdê-los. Então começou a se queixar que Maria, de quem gostava muito, e Antonio também parou de dar carinhos aos outros, reservando-os somente para ela.

As crianças perceberam e passaram também a economizar carinhos, pois entenderam que era errado dá-los. Todos ficaram cada vez mais mesquinhos.

As pessoas do lugar começaram a sentir-se menos quente e acarinhados e algumas chegaram a morrer por falta de Carinhos Quentes. Cada vez mais gente ia à bruxa para adquirir ungüentos e poções. Mas a bruxa não queria realmente que as pessoas morressem porque se isso ocorresse, deixariam de comprar poções e ungüentos: inventou um novo plano. Todos ganhavam um saquinho que era muito parecido com o saquinho de Carinhos, porém era frio e continha Espinhos Frios. Os Espinhos Frios faziam as pessoas sentirem-se frias e espetadas, mas evitava que murchassem.

Daí para frente, sempre que alguém dizia "Eu quero um Carinho Quente", aqueles que tinham medo de perder um suprimento, respondiam: "Não posso lhe dar um Carinho Quente, mas, se você quiser, posso dar-lhe um Espinho Frio".

A situação ficou muito complicada porque, desde a vinda da bruxa havia cada vez menos Carinhos Quentes para se achar e estes se tornaram valiosíssimos. Isto fez com que as pessoas tentassem de tudo para conseguí-los.

Antes da bruxa chegar as pessoas costumavam se reunir em grupos de três, quatro, cinco sem se preocuparem com quem estava dando carinho para quem. Depois que a bruxa apareceu, as pessoas começaram a se juntar aos pares, e a reservar todos seus Carinhos Quentes exclusivamente para o parceiro. Quando se esqueciam e davam um Carinho Quente para outra pessoa, logo se sentiam culpadas. As pessoas que não conseguiam encontrar parceiros generosos precisavam trabalhar muito para obter dinheiro para comprá-los.

Outras pessoas se tornavam simpáticas e recebiam muitos Carinhos Quentes sem ter de retribuí-los. Então, passavam a vendê-los aos que precisavam deles para sobreviver. Outras pessoas, ainda, pegavam os Espinhos Frios, que eram ilimitados e de graça, cobriam-nos com cobertura branquinha e estufada, fazendo-os passar por Carinhos Quentes. Eram na verdade carinhos falsos, de plástico, que causavam novas dificuldades. Por exemplo, duas pessoas se juntavam e trocavam entre si, livremente, os seu Carinhos Plásticos. Sentiam-se bem em alguns momentos mas, logo depois sentiam-se mal. Como pensavam que estavam trocando Carinhos Quentes, ficavam confusas.

A situação, portanto, ficou muito grave.

Não faz muito tempo uma mulher especial chegou ao lugar. Ela nunca tinha ouvido falar na bruxa e não se preocupava que os Carinhos Quentes acabassem. Ela os dava de graça, mesmo quando não eram pedidos. As pessoas do lugar desaprovavam sua atitude porque essa mulher dava às suas crianças a idéia de que não deviam se preocupar com que os Carinhos Quentes terminassem, e a chamavam de Pessoa Especial.

As crianças gostavam muito da Pessoa Especial porque se sentiam bem em sua presença e passaram a dar Carinhos Quentes, sempre que tinham vontade.

Os adultos ficavam muito preocupados e decidiram impor uma lei para proteger as crianças do desperdício de seus Carinhos Quentes. A lei dizia que era crime distribuir Carinhos Quentes sem uma licença. Muitas crianças, porém, apesar da lei, continuavam a trocar Carinhos Quentes sempre que tinham vontade ou que alguém os pedia. Como existiam muitas crianças parecia que elas prosseguiram seu caminho.

Ainda não sabemos dizer o que acontecerá. As forças da lei e da ordem dos adultos forçarão as crianças a parar com sua imprudência? Os adultos se juntarão à Pessoa Especial e às crianças entenderão que sempre haverá Carinhos Quentes, tantos quantos forem necessários? Lembrar-se-ão dos dias em que os Carinhos Quentes eram inesgotáveis porque eram distribuídos livremente?

Em qual dos lados você está?

O que você pensa disso?
2007/05/31 enviada por WebMaster

Autoria de Roberto Shinyashiki
Mensagens de Metáforas

Lilito, um amor de caracol>
Lilito era um caracol, daqueles que moram nos jardins e que são chamados de caramujos. Era um caracol muito bonito. Dava até para rimar... Lilito... bonito. Bonito ele era, mas tinha um problema: talvez por causa do peso da casa nas costas, Lilito fazia tudo devagar... bem devagarinho... Andava devagar... Pensava devagar... Dormia devagar... Vivia devagar. Bem devagarinho...
Ele não sabia pular como grilo, nem voar rápido como a Joaninha. Na hora de brincar de esconde-esconde, até ele contar até dez, todos os bichinhos já estavam cansados de esperar. Demorava demais. Mas o pior mesmo era na escola. Como a sua casa ia junto com ele para todos os lugares, Lilito só não chegava atrasado porque morava bem pertinho, no jardim da escola. Mas o resto...
A professora era Dona Aranha, muito inteligente. Tinha curso de especialização de Teias, feito nos Estados Unidos, e mestrado em Armadilhas, na Europa. Além disso, era ótima em Matemática e Português. Uma boa professora. Mas, enquanto os colegas já estavam na multiplicação, Lilito começava a entender a adição... Seus colegas já liam e escreviam, Lilito ainda nem sabia a diferença entre “b” e “d”! Escrevia dola , quando era bola , e bebo quando era dedo !
Dona Aranha não podia mais esperar, pois atrasaria a turma. Lilito foi ficando para trás... para trás... Demorava para ler, demorava para copiar, demorava para entender! O que fazer com Lilito, um caracol tão devagar quanto bonito?
Desesperada, Dona Aranha conversou com a diretora, e Lilito foi mandado para outra sala... ficou junto com as lesmas e as tartarugas... Mas aquela sala era chamada por todos os meninos da escola de “a sala dos pamonhas”! Sala dos pamonhas! Sala dos melecas! Sala dos burros! Essa era a triste fama daquela classe, e nenhuma professora queria trabalhar com eles... Trabalhar com aquela classe dava fama ruim para as professoras! Isso era o que elas pensavam.
Até que um dia, chegou àquela escola uma professora diferente. D-I-F-E-R-E-N-T-E? Diferente como? Diferente por quê?
Bem... diferente por várias razões. Primeiro, porque era uma minhoca. E minhoca não tem cara de professora. Diferente, porque trazia no rosto um sorriso do tamanho do mundo. Maior que o mundo: um sorriso do tamanho do coração dela! Ela se chamava Dona Lúcia e era a própria luz de alegria, brilhando naquela escola. E ela acreditava que toda criança pode aprender. É só ensinar do jeito certo. E o difícil é descobrir esse jeito! Dona Lúcia fez questão de dar aulas para a sala dos pamonhas !
Quando chegou lá, viu que todos estavam desanimados, com cara de sono, só pensavam na merenda. Eles mesmos não acreditavam que podiam aprender! Sabem o que Dona Lúcia fez? Foi logo contando uma história! Histórias acendem olhinhos no mundo inteiro. E lá também! Os
Era uma história de gente que queria encontrar um tesouro. Ele estava escondido num lugar cheio de armadilhas, mas todos foram tentando, juntos, até conseguirem. Quando terminou a história, Dona Lúcia disse:
— E vocês? Gostariam de encontrar um tesouro também?
— Mas é claro que nós queremos!, responderam todos.
— Pois nós vamos procurar um tesouro: O tesouro é ler e escrever.
— Mas nós somos burros, pamonhas!
— Nós não conseguimos aprender!
— Foi fácil para os heróis da história a busca do tesouro?
— Não, foi muito difícil!
— E eles desistiram?
— Não! Eles continuaram procurando.
— E conseguiram, não foi? Pois nós — vocês e eu — vamos conseguir também! Eu garanto a vocês.
— Nós vamos conseguir!
E começou a batalha: Dona Lúcia foi estudar, foi fazer cursos, foi pesquisar... e descobriu uma verdade maravilhosa: seus alunos não eram pamonhas, eles eram apenas lentos! Aprendiam mais devagar, cada um no seu próprio ritmo! E ela lhes contou o que havia descoberto:
— Tudo na natureza tem seu ritmo, isto é, sua maneira de ser... Existem as águias, que voam alto e longe, acima das montanhas... E os caracóis, devagar, na sua vidinha... Quem é mais importante? Pergunte a Deus... e ele vai responder que, para ele, os dois são iguais, recebem o mesmo amor. Têm papéis diferentes na vida, só isso. Existem as árvores enormes, que vivem centenas de anos... e a grama, pequena e macia. As duas tão lindas! Existe um sol iluminando tantos planetas... e o vagalume pequenino, iluminando um pedacinho de mato. Existem os elefantes e os ratos, as onças e as formigas, as jibóias e as minhocas... Todos no seu ritmo, no seu papel diante da vida! Por isso, a partir de hoje, nesta sala, ninguém vai se comparar com alunos das outras classes, nem das outras escolas. Cada um vai se comparar consigo mesmo... Cada dia, cada um vai perguntar:
— Eu melhorei? Em quê? Estou hoje melhor do que ontem?
Isso é que vai ser importante! Se levar mais tempo, não tem importância. Cada um faz seu tempo. Combinado?
E assim foi. Levou muito tempo. Mas todos aprenderam. Uns mais depressa. Lilito, é claro, foi o último. Mas todos aprenderam. E nunca esqueceram Dona Lúcia.
Os anos se passaram... Lilito foi aprendendo... crescendo... E, quando ficou adulto, sabem que profissão escolheu? Lilito foi ser pesquisador... Ele foi estudar mais sobre educação e sobre o ritmo de cada um. Porque, no relógio da vida, a gente é que faz o tempo.
http://www.construirnoticias.com.br/asp/materia.asp?id=1042
(Autor desconhecido)

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